Escravas x eskravas

A escravidão foi abolida no Brasil há mais de um século. Naquela época as escravas eram compradas pelos senhores de engenho – em mercados de escravos - como objetos e a partir daí eles determinavam – de forma nada consensual - como e para o que seriam usadas. Assim elas cumpriam a função de proporcionar aos seus senhores conforto e bem estar por meio de trabalho não remunerado que lhes geravam riquezas.

Hoje esse tipo de escravidão é proibido por lei. No entanto, no mundo da fantasia, existem pessoas que ao aderirem a pratica do BDSM optaram por reproduzir um modo de vida que se aproxima da relação Senhor/escravas. A diferença é que na fantasia existe consensualidade na relação que denominamos Dominação/submissão ou simplesmente D/s.



Assim nascem as eskravas*. Mulheres que, na maioria das vezes têm um temperamento forte e marcante, que assumem atitudes de comando e controle, sejam na família ou no trabalho e que fantasiam viver situações onde elas tenham que cumprir o papel oposto: o de comandada. Por isso, se permitem serem controladas por outra pessoa que determinará o modo de agir dessa nova personagem que elas escolheram viver.

Esta aproximação e a riqueza de detalhes variam de acordo com o desejo dos envolvidos, mas as relações deste tipo, normalmente, são caracterizadas pelo controle do Dono nos vários segmentos da vida da eskrava. É comum haver controle sobre o que a eskrava irá vestir, o que vai comer, o quanto vai dormir, a que tipo de lazer ela terá direito, os prazeres sexuais, entre outros.

Privações, castigos físicos e psicológicos podem ser aplicados à eskrava, quando ela não cumpre com as tarefas determinadas, ou quando desobedecem as ordens de seu Dono. Essa prática de aplicação de castigos se repete como acontecia no passado. É facultado ao Dono o direito de ter mais de uma eskrava e usá-las sexualmente da forma que desejar. No fundo não existe uma forma única ou correta de se viver as relações D/s, o importante é que os envolvidos de uma forma conscientes e sensata busquem os elementos e comportamentos que lhes sejam importantes para a realização de sua fantasia e que usem de transparência durante a fase de negociação e principalmente na vivência da relação em si.

No entanto, não se pode perder de vista que as vivências, por mais reais que sejam, fazem parte do mundo da fantasia e quem vive uma relação D/s deve entender e respeitar as relações advindas do mundo baunilha, ou seja, os compromissos familiares, sociais e profissionais do outro, assim como ter sua intimidade respeitada. Da mesma forma é preciso – principalmente por parte de quem domina – ter um bom conhecimento das práticas e estar sempre atento para preservar a segurança dos envolvidos.

* A denominação eskrava prevalece no contexto da fantasia e escrava no contexto histórico real.


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