Dez Anos karla

A karla já foi entrevistada várias vezes, principalmente, no site interno do Reino e sempre ajudou todas as submissas que a procuraram em busca de entender suas fantasias. 

Este ano em que Eu e ela comemoramos dez anos de relação d/s, quero dividir esta entrevista em que ela responde as minhas perguntas sobre Fantasia, Motivações, Dificuldades, Equilíbrio, Empréstimos e, claro, sobre o Futuro no Reino de K@.

Deixo aqui os meus parabéns, de coração, a esta submissa maravilhosa que nasceu no Reino, em outubro de 2007. Obrigado por ser minha e por me oportunizar viver todas as minhas fantasias nestes anos que estamos juntos. Seu Dono!

 

A escravidão

Como você vê a escravidão dentro do contexto de uma relação D/s?

Tão sublime como entregar a sua vida nas mãos de alguém para que Ele cuide, proteja e molde, também é tomar essa vida para si no intuito de proteger e cuidar. Acho que a essência das relações D/s é a confiança e o desejo das pessoas em viver as suas fantasias. É preciso que se encontre a pessoa certa, a tampa da sua panela para que a relação possa acontecer e durar. Sem essa empatia entre as partes, nada vai fluir. Sempre critiquei listas de acordos entre Dono e submissa, porque achava que era uma forma da submissa já entrar na relação em zona de conforto. Hoje, depois de muita resistência de minha parte, entendo que se os envolvidos não tiverem os mesmos desejos a relação não dará certo.

 

Os Donos

Como é se submeter a um casal - um Dominador e uma Rainha. Para você existe diferença quando a ordem é dada por um ou por outro?

Submeter-me a um casal é a realização da minha fantasia em sua plenitude. O apogeu de tudo que vivi nos meus pensamentos íntimos desde a infância. Sempre via a mulher como mais cruel, mais exigente; a mulher que, paparicada e mimada pelo homem, tendo todos os seus desejos realizados, acabava se tornando uma déspota insensível e impiedosa - exatamente como era na escravidão antiga, quando as mucamas sofriam nas mãos de algumas sinhás e sinhazinhas. Não vejo diferença entre receber ordem de um ou de outro, só acho que ter de obedecer a uma mulher é sempre mais humilhante e isso mexe muito comigo.

 

As Motivações

Você  é bissexual e submeteria apenas a uma Rainha?

Não sou bissexual, nem lésbica. Em minha vida baunilha, nunca tive fantasias sexuais por mulheres, nunca me apaixonei por uma e nunca tive interesse amoroso e sexual pelo sexo feminino; talvez por ter convivido com algumas mulheres geniosas e mandonas da família, para as quais eu me submetia em algumas situações baunilhas, eu me sinta tão atraída por servir uma mulher. Sempre senti prazer em servir a uma Rainha que fosse o objeto de mimo do Dono, a preferida, a dondoca e arrogante... que pudesse me usar da maneira que Lhe aprouvesse... é esse o perfil de Rainha que me motiva; talvez hoje até conseguisse me submeter apenas à uma Rainha, mas perderia muito do encanto para mim.

 

As Dificuldades

Você já viveu muitas coisas no Reino, algumas muito bem relatadas em seus contos, mas se tivesse que citar qual foi a mais difícil, qual seria e porque?

Foram tantas as situações difíceis em que tive muita dificuldade de cumprir ordens e tarefas; me vi em apuros muitas vezes ao tentar cumprir minhas obrigações do Reino em meio à minha rotina familiar e pessoal, mas sempre conseguia um jeitinho de resolver, porque isso me fascinava. Mas tem uma situação que sempre que me lembro fico corada e com aquele frio de medo na barriga. Foi quando eu recebi da Senhora Kalía, a tarefa de ir até o Parque Ecológico da minha cidade, vestida com uma saia e uma blusa, sentar num banco e me masturbar até gozar; antes porém, eu devia ir até uma banca de jornais e revistas, escolher uma revista de sacanagem e comprá-la depois de folhear a revista na frente do vendedor. Moro em uma cidade minúscula, onde todo mundo conhece todo mundo e só existe uma banca de jornal; minha angústia foi enorme, porque embora seja falante sou muito envergonhada e tímida, não gosto de chamar a atenção. Fazer as coisas em público me apavora sobremaneira... fico em pânico! Cumpri a tarefa e dela surgiu o conto "Um dia diferente no parque".

 

Empréstimo

Você já vivenciou várias vezes o papel de kriada, serviu as Sub de Vermelho e Laranja, mas um dos empréstimos foi além dos muros do Reino. Como foi o empréstimo à Senhora Khaluna? Qual foi o momento mais complicado que passou e o mais especial com essa experiência. Como isso tudo influenciou a sua submissão?

O Empréstimo à Senhora Khaluna foi um dos grandes presentes que recebi do Mestre nesses 10 anos de submissa do Reino de K@. Foram momentos mágicos, inesquecíveis, em que vivi na pele a insegurança de estar fora dos muros do Reino. Vivi um misto de alegria, medo e sofrimento que antes estavam apenas nas minhas fantasias. O empréstimo dá à escrava a sensação de ter sido rejeitada pelo Dono e embora eu desejasse passar por uma experiência assim, não foi menos sofrido. O momento mais complicado sem dúvida foi passar das mãos do Mestre - onde eu poderia considerar minha zona de conforto, para as mãos da Senhora Khaluna e ficar sem contato algum com o Mestre e o Reino; era angustiante não ter o ombro do meu Dono me amparando e não ter também para quem confessar meus medos, dúvidas e até as minhas conquistas. O momento especial foi quando numa sessão em que eu estava vendada, nua, amarrada, de quatro em cima da cama, sendo usada pela Senhora Khaluna, Ela retirou a venda que cobria meus olhos e na minha frente em pé olhando fixamente para mim, estava o Mestre, meu Dono tão Amado! Não segurei as lágrimas, queria me desvencilhar das cordas e correr para os braços Dele... rssss. Esse empréstimo proporcionou-me uma sensação de dever cumprido, de alegria por ter servido ao meu Dono da forma que Lhe dava prazer; não tem felicidade maior do que voltar para as mãos do meu Dono e sentir-se amparada e realizada. Essa experiência trouxe-me mais bagagem, mais crescimento; sentir-se fora da zona de conforto faz com que você busque formas de se proteger, de buscar suas próprias soluções...

 

O Equilíbrio

Em que medida a relação d/s faz parte do seu dia a dia?


Costumo dizer que sou sub 24/7, porque o tempo todo tenho o Mestre em meus pensamentos e procuro agir como Ele gostaria que fosse; cumpro ordens e faço as tarefas em meio ao turbilhão que é minha vida baunilha e tenho sempre a karla pertinho da Maria; não percebo mais a minha vida sem a minha essência submissa aos Pés do Mestre. Porém nunca deixei (e isso sempre foi uma preocupação do Mestre também), que a minha vida de escrava prejudicasse minha vida pessoal; tenho um casamento de 39 anos, filhas, netos, mãe, irmãs e essa estabilidade familiar e pessoal nunca foi abalada. Sempre consegui conciliar tudo muito bem, sem prejudicar a vida de uma ou outra - karla e Maria; e mesmo assim posso afirmar com muita segurança que ter essa vida dupla nunca me frustrou ou impediu que eu vencesse muitos obstáculos. Se eu tinha pouca liberdade para estar fisicamente com o Mestre, remotamente eu me fiz muito presente e fui ao longo do tempo vencendo muitas barreiras. Não acredito numa relação onde a escrava sufoque sua vida para viver só a do Dono... isso é utopia - uma utopia agradável é verdade, mas impossível de dar certo.

 

O Futuro

Dez anos é tempo para "chuchu"! Das 94 escravas que já passaram pelo Reino, você é a primeira a celebrar esta data, até quando acredita que viverá sua submissão no Reino?

A resposta é bem simples - enquanto eu tiver saúde e a minha vida baunilha me permitir, vou até quando os Senhores me quiserem!

 


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