O Castigo Merecido

Tinha acabado de chegar ao mercado, ainda tentava compreender como fui parar naquele lugar. Sentia-me tão cansada, meu corpo estava esgotado, depois da minha aventura pelo deserto, tentava apagar a todo custo, as lembranças dos últimos acontecimentos. Há três dias estava ali, sentada num cantinho, naquele sol escaldante, pensando no que estaria por vir se eu não fosse comprada. A última coisa que desejava era ser levada para Casa dos prazeres, embora eu devesse muito a uma Senhora que me ensinou muita coisa quando eu estive lá. Ensinou-me a me comportar, falar, sorrir e também a arte dança - sempre me dizia, uma mulher que conhece o seu próprio corpo, torna-se desejável.

Era tudo naquele momento, menos desejável,

usava um pano de tecido grosso e pesado, na cintural; minhas mãos estavam amarradas e sem nenhum cuidado, meus pés machucados e os cabelos cumpridos e sem vida, estavam soltos. Morri de medo de ter que raspar, como era o costume por uma questão de higiene.

No mercado encontrava-se escravas bonitas e de muitos talentos; eram preparadas para cozinhar, cuidar da casa, do jardim, recitar poesias, tocar instrumentos musicais, e não apenas para controlar artes eróticas. Eu estava com medo - pensava, fugi uma vez posso fugir de novo.

Todas aquelas escravas pareciam ser bem melhores do que eu, o que antes era um alívio, estava se tornando um martírio. Tentei me distrair, ouvi um escravo tocando um dabke, no início pensei para que serviriam todas as minhas aulas aqui onde estava agora? Depois incentivada pelas outras, comecei a dançar um pouquinho, brincar com a música, era a primeira vez em dias que eu sorria, mesmo suja, feia, e sem perspectiva, eu tentei reagir.

Um casal se aproximou, percebi os olhares, mas não tive coragem de levantar os olhos; eles eram o centro das atenções. Não demorou muito para eu perceber o porque; a Senhora estava com um vestido branco, em linho puro, o símbolo de poder e riqueza, olhei para Seus pés impecáveis e bem cuidados, a Sua elegante maneira de andar, observar, era nítido que conhecia bem Seus próprios encantos e abusava deles. Isso me encantou. Eu estava nervosa e ansiosa, tive medo que Eles percebessem. O perfume daquele Senhor se espalhava por todo mercado; eu o olhei discretamente, e parecia que Ele se divertia com minha tensão, com o meu constrangimento.

Fiquei parada de olhos baixos, pensando se o Casal conseguiria ver além da minha aparência descuidada, e não entendia porque naquele momento era tão importante que gostassem de mim. Minha respiração ficou acelerada, minhas mãos transpiravam e a cada passo que a Senhora dava em minha direção, mais nervosa eu ficava, que poder tinham Eles para me deixarem daquela forma? O que de tão especial existia naquele momento?

Muitas coisas se passaram pela minha cabeça, medo, ansiedade, desejo, e um sentimento novo que eu não consegui decifrar; queria agradá-Los, queria não precisar fugir, queria ser notada, queria ser Deles. No mesmo instante questionei se isso seria possível com tantas outras, que pareciam opções bem melhores, como eu poderia me fazer entender? Como faria para ser a escolhida? Uma vez que, se a Senhora fizesse uma típica inspeção, e perguntasse sobre minhas habilidades estaria tudo perdido; me senti inútil, e ainda mais perdida. Tinha escutado que essa Senhora, apesar de muito sádica, era muito inteligente e de um coração generoso. Talvez o Seu Senhor quisesse presenteá-La com uma kriada nova, e por isso estivessem lá.

Só me restava a esperar e torcer para que decidissem por mim, e que depois tivesse paciência para me moldar ao Seu jeito, que me permitisse aprender como fazer e viver de acordo com a Sua vontade, pois, eu sei que poderia me tornar uma boa escrava, com a minha lealdade, o meu respeito, e o desejo absoluto de viver humildemente no lugar que escolherem para mim, e ser sempre muito agradecida por isso.

Estava entregue aos meus pensamentos, quando o casal dirigindo-se a mim, e olhavam-me de cima a baixo, me deixando muito constrangida, já que eu estava longe de agradar pela minha aparência feia e suja. Um olhou para o outro como que desaprovando aquele desleixo todo, mas continuaram a inspeção. Olharam meus dentes, minhas orelhas, minhas mãos e braços; despiram meus seios e os apalparam; a Senhora então abaixou-se diante de mim, levantou meu vestido e examinou minhas partes íntimas. Meu corpo reagiu ao seu toque mais pela surpresa do que por qualquer outra razão. Mandou que eu levantasse os pés para que os visse.

Dirigiram-se ao mercador de escravos e percebi que negociavam. Muito envergonhada pelo estado de minha aparência, eu fiquei encolhida ansiando que a compra fosse efetuada porque meu coração e minha alma desejavam pertencer ao casal a todo custo. Não sei o que me levava a gostar Deles, mas o fato é que eu queria pertencer a Eles. Neste momento, um homem trajando um uniforme, aproximou-se e me puxando pela mão acomodou-me numa carroça, onde já existiam outros escravos. Me fez subir e partiu para algum lugar que eu não sabia. Perdi o casal de vista.

Todos viajamos em silêncio; às vezes nos entreolhávamos desconfiados, amedrontados, mas sempre em silêncio. Raparei numa escrava sentada do outro lado da carroça. Ela tinha um sorriso irônico e me observava muito intensamente; eu desviava o olhar, mas aquela situação me incomodava muito. A viagem transcorreu sem mais incidentes até pararmos numa grande propriedade - um palácio majestoso e imponente. Entramos pelos grandes portões que se abriram imediatamente à nossa chegada e fomos conduzidos - ainda na carroça, para os fundos da propriedade.

Pude perceber ao longe, a suntuosidade do lugar. Vários escravos cuidavam dos jardins, da limpeza dos arredores. Na parte de cima do castelo, notei outros escravos cuidando de sacudir tapetes, varrer as varandas; desejei muito conhecer as dependências internas do palácio; deviam ser magníficas. Tirando-me de meus pensamentos, o rapaz uniformizado, puxou-me pela mão mais uma vez, fazendo-me descer da carroça. Fomos levados a um grande galpão rústico, que era divido em dormitórios grandes com 6 panos espalhados no chão, que deduzi serem os lugares onde dormiríamos.

Sem saber bem o que fazer, fiquei esperando que alguém pudesse nos instruir. Era um dormitório só de mulheres e ao meu lado, estava aquela escrava de jeito arrogante e irônico que me observou o percurso toda da viagem. Seus olhos sobre mim me incomodavam e me irritavam muito; eu não a queria perto de mim e pensei em escolher outro lugar - longe dela, mas achei mais prudente esperar. Uma escrava mais velha chegou e dando ordens asperamente:

- Todas vocês tirem suas roupas e as joguem naquele canto - não vão precisar delas aqui. Quero que todas tomem um banho naquela bica de água, lá fora. Se lavem bem, tirem esse encardido e a sujeira da pocilga de onde vieram e voltem aqui para uma nova inspeção. Vão!!! Rápido!!!

Todas nós nos alvoroçamos rumo à bica e tomamos banho sem nos falarmos. A bica era uma só e nos acotovelávamos em busca de um pouco de água. O sabão não tinha perfume...era uma pedra dura e que parecia rasgar toda a nossa pele. Outra escrava da casa nos examinava e avisava onde ainda precisávamos limpar. Quando viu que minha sujeira era maior, pegou o sabão e o esfregou com rispidez o meu rosto, minhas orelhas e meu corpo. Aquilo me causava incômodo e dor, mas não reclamei, apesar do constrangimento e dos risos de ironia "daquela" escrava.

Depois disso todas voltamos e foi nos entregue túnicas pretas, rústicas e de tecido transparente, que deixava nossa nudez visível. Fomos levadas a um refeitório ao lado, onde nos serviram - no chão, comida e água. Só nessa hora percebi que meu estômago doía de fome; lembrei que há mais de 3 dias não me alimentava bem e comi rapidamente a comida da tigela. Terminada a refeição, fomos chamadas individualmente e me conduziram a uma ala do palácio, onde mandaram que eu ficasse de joelhos e aguardasse.

Fiquei ali por um longo tempo...meus joelhos já estavam doloridos e ficar na mesma posição por tanto tempo fazia meu corpo doer e as pernas tremerem. Eu estava ansiosa e curiosa pelo que me esperava e sem perceber me peguei pensando no casal lá do mercado. Onde será que estavam; o que faziam lá? Ouvi passos distantes mas que se aproximavam e o temor me tirou dos pensamentos. Esperei a porta se abrir e surgir na minha frente o casal que vi lá na feira. Meu coração acelerou, a cor fugiu-me do rosto, e, sem que eu percebesse direito, fiquei excitada e ao mesmo tempo envergonhada por isso.

Eles entraram e fizeram-me levantar; olharam-me como me vistoriando mais uma vez e a Senhora comentou: Uma boa peça. Obrigada meu amor pelo presente. Estou muito feliz, vai me servir e muito para realizar todos os meus desejos.

Meu coração quase saiu pela boca; agradeci mentalmente por terem sido Eles a me comprarem. Não sei porque, mas eu desejei muito ser comprada para poder servi-Los.

Depois de uma noite mal dormida por conta da impertinência da minha companheira de viagem, fui acordada e levada a fazer minha higiene, fazer uma leve alimentação e conduzida ao palácio. Lá foram me passadas tarefas de limpeza geral; eu deveria cuidar da limpeza dos quartos do palácio - varrer, tirar o pó, arrumar as camas, limpar os banheiros, e deixar tudo impecavelmente limpo. Porém, eu teria a ajuda de outra escrava e percebi muito irritada, que quem estaria comigo era aquela impertinente que vivia me perseguindo.

Resolvi que ela não me incomodaria...que faria tudo que me determinaram sem me deixar levar pela raiva. Limpamos tudo, sempre com a ironia dela sobre mim. Em baixo tom, quase imperceptível ela me dizia coisas atrevidas, zombava de mim e às vezes roçava seu corpo no meu propositalmente me causando uma profunda aversão. De noite, muitas vezes tentava se aproximar de mim, mas eu a empurrava quase com brutalidade. Ela ria e se afastava.

Os dias se passaram dentro de uma rotina pesada e de pouco descanso. Todas as horas do dia eram de trabalho pesado e se não obedecêssemos fielmente às ordens éramos castigadas severamente. Sempre acompanhada daquela escrava, eu fazia todos os dias o que me determinavam e procurava prestar muita atenção para não errar. Não raro, éramos observadas pela Senhora e o Senhor e isso me causava uma grande alegria. Eu sonhava em ser kriada pessoal Deles; tinha um forte desejo de atender a todos os desejos da caprichosa Senhora. Por isso era sempre solícita às Suas ordens e me esmerava ao máximo.

Num dia em que tudo parecia rotineiro como sempre, recebi o chamado da Senhora para o quarto do casal e feliz corri até lá. Quando entrei, estanquei; aquela menina desagradável estava lá no quarto de joelhos e com aquele sorriso irônico que tanto me incomodava. Tentei respirar fundo e não deixar transparecer a minha decepção com a presença dela diante de minha Senhora. Ajoelhei-me ao lado dela e esperei. Até que a Senhora disse: - Hoje quero começar a usar as minhas duas peças para me servirem pessoalmente. Resolvi me divertir um pouco e nada melhor que usar meus brinquedinhos para isso.

Chamou-me para junto do Senhor, que tirou-me a túnica rapidamente; com a surpresa, encolhi-me envergonhada. A outra escrava ria e a Senhora também. Depois foi a vez da outra. Assim que o Senhor lhe tirou a túnica, ela insinuou-se, oferecendo-se ao nosso Amo. Muito vadia, ela se jogava ao Dono e sorria daquela forma que me irritava muito. Fiquei no meu canto, sem saber o que fazer, só observando e enciumada pela preferência do Dono. A Senhora também se divertia com a cena e era visível a excitação dos dois.

Ela sabia muito bem como provocar; insinuava-se, tocava o seu corpo com desejo; rebolava diante dos Donos, expunha-se inteira. Seus seios fartos e entumecidos pelo prazer eram uma miragem erótica das mais belas; os quadris sacolejados pelos movimentos sensuais, davam prazer. Quando percebi, estava admirando-a tanto quanto Eles. Afastei meus olhos incrédula e tentei me manter à parte de tudo. Lágrimas de ciúme e constrangimento invadiram meus olhos. Eles nem me notavam. Todos os olhares estavam sobre ela, sobre sua graça e leveza.

Ela Os mantinha presos usando todos os caminhos da sedução que conhecia...e conhecia muito bem. É como se eu não estivesse ali. Me senti humilhada demais, preterida, mas percebi que eu também estava excitada; eu estava de fato toda molhada em ver aquela cena. O que estava acontecendo comigo? Percebi que o Dono estava já todo enrijecido e a Senhora se contorcia em pequenos gemidos de prazer. A escrava se tocava agora freneticamente. Seu desejo era nítido. Os gemidos dela começaram a ecoar mais fortes pelo quarto, quando a Senhora disse olhando para mim: - Escrava, toque nela e a faça gozar.

Atônita, sem querer entender direito, olhei para aquela escrava arrogante e ao ver mais uma vez aquele sorriso que tanto me era desconfortável, eu recuei e disse: - Não!

Saiu como num grito...com petulância. Não consegui segurar. Antes de pensar a voz saiu e me arrependi no exato momento. Percebi pelo total silêncio no quarto, o tamanho do meu erro. Percebi a fúria de nosso Dono; as faíscas de raiva nos olhos da Senhora e senti um medo tão grande que quase desmaiei.

O Dono levantou-se, aproximou-se de mim e me deu uma bofetada tão forte no rosto que caí no chão em prantos e envergonhada. Meu rosto latejava de dor e mais uma vez meus olhos se cruzaram com os da escrava que não se furtava a rir de mim mais uma vez.

A Senhora tocou a sineta que chamava os kriados e quando eles entraram deram ordens que me levassem para o local do castigo público. Os Senhores iriam em seguida. Fui arrastada nua pelos corredores e escadarias do palácio, levada para os fundos, onde tinha uma área totalmente construída para as torturas e castigos dos escravos. Sentaram-me numa cadeira. Os serviçais do palácio - que eram muitos, foram se aproximando e logo era como se eu estivesse exposta em praça pública. O burburinho de vozes era cada vez mais intenso e alto. Eu não sabia o que pensar, só queria fugir dali para bem longe. O que fariam comigo?

Os Senhores surgiram diante de todos e O ouvi dizendo: - Vamos castigar severamente esta vadia para que ela aprenda a obedecer e aprenda a servir como se deve. Isto vai servir de exemplo a todos vocês, para que saibam o que acontece quando alguém não cumpre as ordens. A Senhora aproximou-se de mim com uma tesoura na mão e antes que eu me desse conta do que aconteceria, cortou todo o meu cabelo; em seguida, pegou uma navalha e raspou o que tinha sobrado. Eu chorava o tempo todo. Em seguida me expuseram a todos - nua, com a cabeça raspada; envergonhada e humilhada.

Em seguida, amarraram-me -mãos e pés abertos e de forma que eu não podia me mexer. Apertaram tanto os pulsos e os tornozelos que logo eles estavam formigando.

O Senhor então, escolheu um chicote grande, feito de várias tiras de couro, aproximou-se da escrava e disse-lhe: - Vai aprender a me respeitar vadia!!!!!

E abruptamente deu a primeira chicotada. E deu com tanta força que eu soltei um grito como o urro de um animal. E Ele sem piedade deu outra logo em seguida, sem dar tempo de me recuperar. A plateia calou-se instantaneamente; talvez surpresos pela força com que o Senhor aplicava o castigo.

Meu corpo foi ficando desfigurado a cada chicotada que levava. Nada me foi poupado: nádegas, costas, braços, pernas e coxas. A força das chicotadas era a mesma em todas elas. O sangue escorria do meu corpo, mas o Senhor continuava sem piedade e só parou quando já estava sem forças e todo suado devido ao esforço.

Ordenou que me desamarrassem, e caí abruptamente no chão sem forças para mais nada. Desfalecida, meu corpo foi acometido de espasmos involuntários e dolorosos. Enquanto isso, a Senhora chamou a escrava que estava no quarto com eles. Eu ouvia muito mal o que falavam...as frases pareciam contorcidas.

Foi quando vi a Senhora perto de mim gritando: - Entendeu vadia? Vai dar prazer a esta escrava com a sua língua, até que ela goze! Entendeu agora quem é que manda? Ou você aprende por bem, ou vai se dar muito mal aqui.

Sem forças e ainda atônita com a ordem, olhei para a escrava que sorria, mas desta vez ela tinha um brilho de prazer nos olhos. Arrastei-me lentamente até ela, ignorando as dores do meu corpo surrado. Ela acomodou-se da maneira que pode no chão, mais perto de onde eu estava e abriu-se para mim. Assanhada, muito vadia, puxou-me avidamente até que minha boca encontrasse o seu sexo e afundou minha cabeça. Senti seu cheiro, seu prazer escorrendo e tentei como pude alcançar minha língua em sua xoxota. Temendo por um castigo mais cruel, entreguei-me ao meu castigo, até que finalmente a escrava gozou, soltando um gemido intenso e longo. Afastei um pouco o rosto todo molhado do gozo da escrava e pude observar ainda aquele conhecido sorriso irônico.

O Senhor aproximou-se de mim, cravou o pé na minha cabeça apertando-a contra o solo e me disse: - Espero que este castigo te sirva de lição e te faça aprender a obedecer.

Ele e a Senhora retiraram-se e em seguida a plateia começou a dispersar-se em busca de cumprir suas tarefas habituais. Eu, esquecida ali, agradeci mentalmente por ter sido severamente castigada. Estava feliz por não terem me colocado para fora do palácio...queria muito ficar e ter a honra de servi-Los.

por: karla { Kalía }


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