Servindo um Casal.

Este conto foi escrito como resultado de uma tarefa passada pela Sub da Tiara Dourada. A tarefa consistia em escrever um conto erótico, com temática BDSM, usando todas as palavras que constam no texto em negrito.

 

Chegou o dia! Minha primeira sessão coletiva no Reino. Estou sem dormir, não consigo controlar meus pensamentos, não sei o que vou encontrar. Meu Mestre foi claro, tenho que chegar ao hotel em meia hora e o transito, claro, não está nem um pouco a fim de me ajudar. Mais um erro na lista extensa que consegui reunir nestes últimos dias. A ordem foi expressa, minha Senhora está à minha espera junto Dele, vou servi-Los pela primeira vez.

Não tenho a mínima ideia do que vou encontrar neste quarto de hotel.

Preciso conferir tudo antes de chegar ao hotel, todas as ordens que foram colocadas nas regras para esse encontro: estou usando a coleira social, a tornozeleira com um gato preto de pingente, figura que remete à mitologia egípcia, deusa dos mistérios da natureza. Meu vestido está do jeito que Ele gosta, não uso nada por debaixo dele. A sandália mostra meus pés bem cuidados e prontos para servi-Los. O por do sol está chegando e o hotel ainda está longe, não vou chegar a tempo. Percebo minhas pernas tremendo, o medo toma conta de mim. Imagino o que o tráfico de mulheres pode causar no íntimo delas principalmente quando vão servir algum cliente, nem consigo mensurar toda aflição que uma escrava sexual real, como as personagens da novela que estão em Istambul, mas as vejo vestidas de odaliscas, quase nuas, sendo usadas e abusadas por homens que nunca viram. E certamente esta não é minha situação, estou indo de livre e espontânea vontade me submeter ao K@sal do Reino a que pertenço. Eu escolhi viver a submissão e amo o que eu faço e o que eu sinto, mas é minha primeira sessão com a minha Senhora da Tiara Dourada. Tão severa, tão sádica, vejo que além do que almejo vou me privar de muitas coisas assim que adentrar naquele quarto de hotel. Chego com 15 minutos de atraso, a porta se abre e vejo um sorriso sádico de minha Senhora. Apenas ouço:

- Sinto que tem alguém que vai sair deste quarto engatinhando, pois não vai conseguir colocar seus pezinhos no chão quando terminarmos a sessão meu amado Senhor. – olha para mim com desprezo e diz - Posicione-se!

Tiro meu vestido e procuro me colocar na posição: ajoelhada em um tapete ao lado da porta, sentada nos calcanhares, coloco minhas mãos e antebraços apoiados nas minhas coxas, separo os joelhos o máximo que posso deixo os olhos no chão e aguardo as instruções. Apenas ouço a conversa dos dois, não posso vê-Los. Sinto um clima de romance, o Mestre faz questão de pronunciar palavras de carinho e a Senhora retribui a altura. Depois de vários minutos, sinto como se eu tivesse contando cada grão de areia numa ampulheta, recebo a ordem de me levantar e preparar o lanche para os dois. Dirijo-me até a mesa que está toda arrumada, enfeitada com flores e repleta de comidas deliciosas.

- Prepare nosso lanche escrava e só vai servir quando eu achar que devemos comer e veja bem, saiba que tudo deve estar bem arrumado. – diz minha Senhora.

Pego alguns morangos e envolvo com calda de chocolate com muito cuidado para não deixar escorrer, pois fico com medo de aparecer formigas e ter que lamber os pés da Senhora com pimenta já que esse castigo é o preferido Dela...

- Já comeu mocinha? – pergunta o Mestre e sinto atenção em Suas palavras. - Não meu Senhor – respondo com os olhos no chão. - Sua comida está embrulhada neste pacotinho bem escondidinho aí no canto da mesa, sirva-nos e pode se servir também – ouço minha Senhora com um ar bem sarcástico.

Deixo a bandeja aos pés da cama e vejo a Senhora servindo meu Mestre colocando morangos em Sua boca. Que desespero! Eu fiz isto na última vez que nos vimos. Como dói sentir ciúme do meu tão querido e amado Mestre. Volto em direção à mesa com lágrimas nos olhos, abro o embrulho todo amassado e para minha surpresa deparo com apenas metade de um sanduiche de presunto e muçarela. Sinto-me humilhada, subjugada, estou com fome e enquanto ela se farta de chocolate, eu tenho que me contentar com um pequeno lanche. A minha vontade é não comer, mas a fome é maior, sinto a Dominação que esse ato me causa e lembro o papel de uma submissa de fato. Assim que terminam, o Mestre ordena que eu vá buscar minha lista de erros anotados no kaderninho. Estremeço, são tantos que não sei o que pensar. Por um momento minhas pernas me traem e não consigo trocar nem um passo.

- Tá esperando o que escrava? – ouço minha Senhora quase gritando.

Saio caminhando toda descompassada e entrego a lista para o Mestre e volto para minha posição inicial da sessão. Aguardo os dois discutirem como e quando serão dados os castigos que mereço. Minha respiração fica mais rasa, a antecipação está me devorando de dentro para fora. Estou perdida em pensamentos e apenas ouço palavras soltas: velas, agulhas, chicote, terra, pimenta... dor! E, de repente, Eles estão de volta, subitamente eu estou mais calma e pareço excitada com essa situação. O Mestre autoriza a Senhora começar minha punição. Minha Senhora prende minhas pernas pelos tornozelos a um móvel alto em posição que eu deixasse as solas bem preparadas para serem castigadas. Fico deitada no chão, pernas para cima e os tornozelos amarrados de forma a ter as solas bem expostas e na altura ideal para o castigo. Estou nua, amarrada, com meu sexo todo exposto, esperando minha Senhora aplicar o castigo. A excitação toma conta do meu corpo, mas procuro não demonstrar para não acender o sadismo de minha Senhora. Minha Rainha pegou o chicote e iniciou o castigo. Cada golpe meu corpo estremecia, minhas solas nuas e expostas recebiam com violência sua punição.

- Escravinha, vou começar com 15 golpes, por cada minuto de atraso teu e imagine quantas anotações ainda tem no kaderninho... saiba que estou apenas começando. – diz a Senhora com um sorriso sádico.

Como verifica que depois das 15 chicotadas eu não mostro grandes sinais de dor e queixa nessa zona dos pés, Ela para e busca um elástico. Desta forma, meu corpo estremece inteiro, pois sei que não vou suportar e Ela reinicia dizendo que para cada erro anotado vou receber 5 golpes com o elástico. Fico dilacerada, imagino que não vou suportar. O chicoteamento é intenso e a Senhora não para ao que respondo com gritos e choros de dor intensa. A Senhora não se comove e continua a açoitar minhas solas. Choro convulsivamente, mas não há compaixão. Em seguida Ele toma o lugar da minha Senhora, pede que se retire para a suíte nupcial, muda para um cinto de couro e castiga-me ainda mais violentamente minhas solas tão macias, já bem marcadas pelo castigo aplicado. Eu choro, gemo, grito de dor. Mas isso parece ainda lhe causar maior excitação. Ao fim disto, estou banhada lágrimas, os cabelos molhados de suor, as solas bem vermelhas, Ele parou finalmente. O Mestre me desamarra, pega-me em Seu colo e deita-me na cama, ao Seu lado. Examina meus pés com cuidado.

- Como ficaram lindos os MEUS pezinhos, rosados, marcados, eu gosto muito. Acho difícil minha escravinha usar sapatos essa semana. Boa menina. – diz o Mestre com a voz excitada.

Ele aproxima-se do meu corpo devagar. Está muito seguro de si mesmo, meu coração acelera e o sangue dispara por todo o meu corpo. O desejo quente e intenso, invade o meu ventre. Seu beijo é faminto, Seu abraço aperta-me forte contra Seu corpo.

- Agora vou fodê-la, minha escrava e só poderá gozar com a minha permissão. – ouço essas palavras e sinto um tremor no meu corpo todo.

Entrelaça Suas pernas com as minhas colocando a ponta do kazinho na entrada do meu sexo e me penetra bruscamente. Eu grito ao sentir uma sensação de aperto em mim. Ele acelera seus movimentos e tenho que me conter para não atingir o orgasmo. Que tortura cruel. Gemo e ele investe com força, cada vez mais depressa, sem piedade, a um ritmo implacável, como um cavalo puro sangue, eu mantenho o ritmo de suas investidas. Desespero com tanta sensação em meu corpo e meu gozo está para explodir quando ouço:

- Goze para mim, minha escravinha - ele sussurra sem fôlego e foi assim que recebi o coito mais prazeroso na melhor sessão SM que pude participar. Agradeço minha Senhora e o Mestre por me proporcionar servi-Los. O que era medo agora virou desejo de retornar e começar tudo novamente.

por: kamira { K@ }


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