Dominação e Podolatria

Conheci o BDSM em 2001 e desde então ele se confunde com a minha própria vida. Tirando os compromissos familiares, profissionais e sociais, que não temos como driblar, o restante do tempo me dedico integralmente ao BDSM. Ao longo dos anos, não é raro encontrar pessoas que se incomodam quando eu digo que além de dominador sou também podólatra.

A podolatria é um fetichismo. Ser podólatra é ter feitiço por pés, das mais diferentes formas. Uma das mais antigas elaborações simbólica do desejo podo-fetichista é a história do príncipe que se enamora do sapatinho de cristal e manda percorrer seu Reino em busca da dona de tão delicados pezinhos. Não sei dizer se enfeitiçado pela Cinderela, mas desde criança os pezinhos femininos sempre me seduziram.

Nas relações de dominação e submissão, aquelas motivadas pela troca de poder, a podolatria é explorada como uma prática que denota humilhação. Outra forma de contato, onde o ato de ajoelhar e beijar os pés é a fonte de prazer.

Ao dominar, sirvo-me dos pés tanto no contexto da humilhação ou então nas brincadeiras com os pezinhos das minhas escravas, determinando onde, como e quando vou usá-los para o meu prazer, exatamente da mesma forma que faço quando quero usar os seios, nádegas ou tenho vontade de beijar na boca de minha submissa.

Duas situações distintas, onde o controle está na mão de quem domina. Beijo o pé de minha escrava, não porque é a vontade dela, mas porque eu assim desejo.


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