Qual é o Limite?

Uma submissa sempre está pronta a vencer desafios e transpor limites. Mas será que sabemos quando parar? E porque parar? Será que a limitação maior não está em não tentar? Não acredito que essa escolha seja feita assim à revelia. Em cada obstáculo que surge, podemos ter a chance de vencer ou desistir. E é isso que faz a grande diferença. Muitas vezes ao iniciarmos uma relação SM, dizemos que "gostamos disso ou daquilo" ou "isto eu não faria de jeito nenhum". Nesse momento talvez algumas relações acabem.

Se nos referirmos a relações com parceiros sérios e competentes, devemos entender que o diálogo sempre é muito importante. O DONO tem que estar disponível para solucionar qualquer duvida da escrava e tranquilizá-la.

Se essa confiança se estabelece, a relação pode ser muito prazerosa para os envolvidos. Numa relação de total confiança, onde o DONO se mostra aberto para ouvir as duvidas da escrava, não existe limites. O DONO através dos treinamentos pode levá-la a descobrir que o prazer está muito mais além do que ela pode imaginar.

Para uma escrava que vive seu papel com lisura e prazer, não existe nada mais especial do que ver o sorriso largo no rosto do DONO, quando consegue se superar através da dor e do sofrimento. Realizar o que se pensou que jamais conseguisse fazer é algo que marca a escrava. A relação cresce e se torna mais sólida. É só nos reportarmos ao tempo da escravidão, onde o Senhor de escravos mandava e desmandava sem compaixão. Sua vontade era lei. Aos escravos não era permitido dialogar ou questionar.

Assim deveria ser no BDSM, mas como a vida baunilha caminha em paralelo, temos que levar em conta marcas físicas e até as marcas psicológicas intensas. Uma escrava masoquista que goste de apanhar, mas por compromissos particulares não pode ter marcas, talvez nunca se realize através de um chicote. Terá que encontrar outras formas de realização. Então, o que se pode concluir é que os limites nem sempre são os mais hards que se tem conhecimento (sangue, scat, agulhas etc), as vezes o limite está no simples ato de ir se encontrar com o DONO para uma sessão real.

Talvez os limites existam. Sejam físicos ou psicológicos, reais ou virtuais, mas para aceitá-los como intransponíveis, só depois de muitas tentativas. A escrava não deve deixar um obstáculo vencê-la, sem antes lutar muito para superá-lo. A luta é válida, o que não se pode admitir é virar as costas para o problema e desistir.

por: karla { K@ }


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